segunda-feira, 18 de julho de 2016

Educar sem Instruir, é possível? (reescrita da aula 11 de julho de 2016)



Na aula passada foi discutido o tema sobre didática em geral, trazendo para nós alguns conceitos sobre educação, pedagogia, instrução, etc.
Segundo o autor, a educação é presente em toda a sociedade, todos os aspectos filosóficos dela está presente na sociedade, política, instituições, etc. Ou seja, somos educados todo o tempo das mais diversas formas possíveis.
A educação é subdividida em educação informal e educação formal. A educação informal pode ser definida pelo processo de aquisição de ideias, conceitos, valores não ligados diretamente a uma instituição, sendo adquirido de forma espontânea, naturais através de vivencia ou experiência. A educação formal, é quando a intenção e objetivo definido, há métodos, praticas, planejamento, há o interesse de que o aluno cumpra com aquilo que está sendo ensinado. Um dos exemplos é a escola, as igrejas, a família, etc.
Então após a definição deste conceito, o texto põe a relação da instrução e educação. A instrução é um método da educação onde através do repasse de informações, o aluno recebe através de técnicas cognoscitivas o assunto discutido. Já educação seria quando o aluno consegue pegar essas informações e criar um senso crítico, sabendo trabalhar com o conhecimento criado através delas.
O texto põe que a educação está diretamente relacionada a instrução e vice-e-versa. Mas em outro ponto ele põe que é possível instruir sem educar e educar sem instruir. Eu entendo que é possível instruir sem educar, pois, é o que mais vemos atualmente. Jogando para a parte da educação escolar, a instrução é atualmente muito grande, pois ensinamos passo a passo, ensinamos linha cronológica, ensinamos formulas para provas, para o “decoreba”.
E agora, ensinar sem instruir isso é possível?
Nesta parte eu vou discordar do autor. Pois como é citado em dois parágrafos acima no texto, eles estão diretamente correlacionados. Da maneira formal, a instrução é uma importante fase da aprendizagem, pois vai estimular o conhecimento a cerca do assunto ensinado e após isso colocar o tema em discussão estimulando a criticidade do aluno no assunto. Se temos uma visão do conhecimento histórico de Rüsen, vamos partir da instrução e do ensino através do conhecimento histórico dos alunos, pois todos temos uma consciência de vida, uma biografia, formando assim, segundo o texto um ciclo completo.
Mas na educação informal? Eu creio que mesmo assim há instrução, pois mesmo apenas vivendo uma situação, uma causa do dia a dia, não vamos adquirir o conhecimento sobre aquilo do nada. Mesmo vivenciando, vamos buscar alguma forma de instrução. Um exemplo usado em sala de aula:
Nós estudamos sobre a guerra. Mas uma criança viveu na guerra. Essa criança foi educada da maneira informal e nós de maneira formal. Mas apenas a experiência de ver uma bomba caindo ensinou a ela o que é guerra? Eu acredito que não. Acredito que ela só foi ter realmente o conhecimento que é uma guerra, quando seu pai, ou sua mãe, falou que aquilo é uma guerra, sendo já uma instrução, ou ela ouvindo no rádio que a guerra estava vindo, também uma forma de instrução.
Então, acredito que a instrução seja o início do processo educativo. Não sendo possível deixa-lo pela metade. Pois instrução sem educação é a verdadeira forma de dominação.


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