A Escola atual mante o mesmo modelo desde sua criação.
Segundo alguns sociólogos, historiadores e filósofos, vivemos numa era chamada
pós-modernismo. Eu prefiro usar o tempo cunhado por Bauman, a modernidade
líquida. A modernidade líquida represente um tempo onde tudo se torna sem
valor. As relações, as instituições perdem seu significado, há uma ausência de
valor no coletivo e uma centralização em torno de si. Nos tornamos ilhas,
isoladas pelo nosso próprio ego.
Ou seja, tudo mudou, mas o colégio não. Por não se
modificar, não acompanhar a evolução do pensamento e das maneiras, talvez seja
uma das instituições culpadas por termos um tempo tão liquido assim.
Uma das principais questões discutida em sala de aula era
se é preciso a instituição parasse adaptar ao colégio, ou, o colégio mudar a
sociedade.
Eu vejo que o colégio teria que ter se transformado junto
com a necessidade da sociedade. Mas isso não aconteceu, deixando uma defasagem
na forma de ensinar. Lembremos que nunca a educação escolar chegou a ser tão
“aberta como hoje”, mesmo sabendo dos desafios sociais, econômicos, etc.
Mesmo se mudarmos o sistema de ensino, o principal agente
transformador é o professor, então do que adianta mudar a instituição, se os
professores não caminharem juntos nessa mudança?
Então, sim a escola precisa mudar. Não se adaptar na
liquidez da sociedade, mas criar uma forma de atrair esses jovens, que podem muito
se tornar pessoas melhores. Não se adaptar a pós modernidade, mas mudar para
melhorar a pós modernidade.
INDICAÇÃO DE
FILME: O SUBSTITUTO (2011)
Sinopse: Henry Barthes (Adrien Brody) é um professor de ensino médio, que apesar
de ter o dom nato para se comunicar com os jovens, só dá aulas como substituto,
para não criar vinculos com ninguém. Mas quando ele é chamado para lecionar em
uma escola pública, se encontra em meio à professores desmotivados e
adolescentes violentos e desencantados com a vida, que só querem encontrar um
apoio para substituir seus pais negligentes ou ausentes. Sofrendo uma crise
familiar, Henry verá três mulheres entrando em sua vida e vai começar a
perceber como ele pode fazer a diferença, mesmo que isso venha com um alto
custo.
Esse
filme mostra bem uma realidade. O distanciamento do ensinar das pessoas. Por ele
não querer ter contato com os alunos, acaba assumindo o papel de substituto,
mesmo sendo um ótimo professor. No decorrer do filme, ele acaba se aproximando,
entrando em contato com uma realidade que sempre temos medo.
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